A parede de concreto ocupa, cada vez mais, um papel central nas decisões estratégicas de construtoras e incorporadoras que buscam crescimento sustentável.
Isso ocorre porque, apesar do discurso recorrente de que “lançar mais empreendimentos gera mais lucro”, a realidade do canteiro mostra outro cenário.
Na prática, aumentar o volume de obras nem sempre amplia a margem — muitas vezes, acontece exatamente o oposto.
Na construção civil, compreender onde a rentabilidade se perde e quais caminhos permitem recuperá-la é fundamental para decisões consistentes.
Nesse contexto, eficiência construtiva e previsibilidade tornam-se pilares do lucro, e o sistema parede de concreto surge como uma das soluções mais sólidas para transformar produção em margem.
O equívoco do “quanto mais se lança, mais se ganha”
Expandir o número de lançamentos parece, à primeira vista, uma estratégia lógica de crescimento. No entanto, quando o método construtivo é tradicional, cada novo canteiro tende a reproduzir os mesmos gargalos já conhecidos.
Em vez de resolver ineficiências, o aumento do volume amplia a complexidade operacional, sobrecarrega a gestão e expõe fragilidades do processo produtivo.
Onde a margem costuma se perder ao aumentar o volume de lançamentos?
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Crescimento dos custos indiretos (gestão, logística e múltiplos canteiros);
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Desperdício de materiais devido à variabilidade de processos manuais;
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Retrabalhos causados pela falta de padronização;
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Baixa previsibilidade de prazo e orçamento;
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Forte dependência de mão de obra, com produtividade instável.
Portanto, lançar mais não significa, necessariamente, lucrar mais. Sem eficiência, significa assumir mais riscos.
Por que o método convencional limita o ganho de escala?
A construção tradicional é baseada em diversas etapas sequenciais, com alto grau de variabilidade. Mesmo com equipes experientes, a produtividade oscila, e qualquer atraso em uma frente impacta todo o cronograma.
Custos invisíveis que corroem a rentabilidade
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Tempo improdutivo entre atividades;
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Estoque parado e perdas por manuseio;
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Conflitos entre projeto e execução;
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Riscos trabalhistas e absenteísmo;
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Aditivos contratuais por imprevistos.
Em resumo, o modelo tradicional dificulta escalar mantendo margens saudáveis. Por isso, cresce o interesse por sistemas industrializados.
Eficiência construtiva: o verdadeiro motor do lucro
Ser eficiente não é apenas construir mais rápido, mas construir de forma correta e repetível. Quando os processos são padronizados, o custo unitário diminui, a previsibilidade aumenta e a margem se torna consistente.
Indicadores que evoluem com eficiência
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Produtividade por metro quadrado;
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Tempo de execução por pavimento;
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Consumo real de materiais;
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Índice de retrabalho;
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Segurança e organização do canteiro.
Dessa forma, eficiência não apenas antecipa resultados, como protege a rentabilidade ao longo da obra.
Parede de concreto: o sistema que muda a lógica do resultado
O sistema parede de concreto é um método industrializado em que as paredes estruturais são moldadas in loco, utilizando fôrmas modulares, projetos integrados e ciclos repetitivos.
Esse modelo substitui diversas etapas fragmentadas por um processo contínuo, organizado e altamente previsível.
Principais vantagens do sistema parede de concreto
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Padronização completa dos processos;
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Redução significativa de desperdícios;
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Ganho expressivo de velocidade (até 50%);
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Alta precisão dimensional;
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Maior controle de prazo e custo.
Como resultado, o volume deixa de ser um risco e passa a ser um aliado da margem.
Como a parede de concreto impacta a margem no dia a dia da obra
Primeiramente, o uso de fôrmas reutilizáveis aliado ao concreto dosado contribui para a estabilização do consumo de materiais. Dessa forma, os custos passam a ser mensuráveis e controláveis com muito mais precisão, reduzindo perdas ao longo da execução.
Além disso, os ciclos produtivos bem definidos permitem que as equipes repitam o processo de forma contínua. Com isso, a produtividade se mantém elevada e previsível, evitando oscilações comuns em métodos construtivos tradicionais.
Outro impacto direto está na redução do prazo de obra. Ao encurtar o tempo de execução, o capital investido retorna mais rapidamente, o que diminui custos financeiros e melhora o resultado global do empreendimento.
Por fim, a elevada precisão geométrica do sistema reduz a necessidade de correções e ajustes em etapas posteriores. Menos retrabalho significa menor incidência de custos indiretos e maior eficiência operacional.
Um sistema especialmente estratégico para projetos em escala
Em empreendimentos repetitivos, como habitação popular, os ganhos se multiplicam. Cada unidade executada aprimora o processo seguinte, reduzindo gradativamente o custo unitário.
Além disso, o déficit habitacional brasileiro supera 5,8 milhões de moradias, o que reforça a importância de soluções que entreguem escala, qualidade e velocidade de forma sustentável.
Exemplo prático: empreendimento residencial em Nova Mutum com parede de concreto
Um empreendimento residencial em Nova Mutum (MT) demonstra, na prática, como eficiência construtiva se traduz em margem. O projeto reúne 256 unidades distribuídas em oito edifícios, integrando um programa habitacional de interesse social.
A adoção do sistema parede de concreto permitiu acelerar a execução, padronizar processos e elevar o padrão construtivo.
Resultados observados
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Redução do prazo de obra em até 50%
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Eliminação de retrabalhos por padronização
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Alta produtividade nos ciclos de concretagem
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Qualidade estrutural superior e durabilidade
Além dos ganhos produtivos, o empreendimento entregou conforto térmico e acústico, segurança e moradia digna para famílias de baixa renda.
Eficiência é o que sustenta a margem
Em síntese, aumentar lançamentos não garante maior lucratividade. Sem eficiência, o volume apenas amplia desperdícios e riscos.
Por isso, a parede de concreto se consolida como uma estratégia construtiva para quem busca previsibilidade, controle e margem consistente.
Construir melhor, com processos inteligentes, continua sendo o caminho mais curto para lucrar mais.
